sexta-feira, 9 de novembro de 2012
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Dia 13 de novembro, terça feira ao meio dia, o Grupo Centauro vai homenagear os 175 da Brigada Militar
Vamos
comemorar os 175 anos de criação da BRIGADA MILITAR participando do almoço de
confraternização e ouvindo o Coronel Jerônimo, ex Cmt Geral, falar da nossa história e dos projetos
existentes para a divulgação na Pontifícia Universidade Católica (PUC).
Clique para ampliar.
Confirme
sua presença pelo Telefone: (51)
35 57 84 29, com o Coronel Núncio, ou pelo e-mail: oficialcentauro@gmail.com .
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Suspenso julgamento sobre contribuição previdenciária dos servidores do Estado
Na
sessão do Órgão Especial desta segunda-feira (29/10), durante o julgamento da
constitucionalidade de leis que aumentaram a alíquota de contribuição
previdenciária dos servidores do Estado, o Desembargador Arminio José Abreu
Lima da Rosa pediu vista do processo. Ainda não há data para a retomada do
julgamento do processo.
O
relator do processo, Desembargador Marco Aurélio Heinz, votou pela negativa da
liminar, considerando constitucional a legislação.
Conforme
o relator, que foi acompanhado por um dos Desembargadores presentes na sessão,
não há nos autos do processo qualquer demonstração da insuportabilidade, ou
excessividade da alíquota do tributo, de caráter vinculado, destinado ao
custeio e ao financiamento do regime de previdência dos servidores públicos.
O
aumento do tributo encontra causa suficiente no desequilíbrio entre o custo e o
benefício, tendo o Estado do Rio Grande do Sul despendido numerário proveniente
de outros tributos para honrar o pagamento da pensão integral e outros
proveitos, afirmou o relator.
Divergência
No
entanto, o Desembargador Claúdio Baldino Maciel proferiu voto divergente,
concedendo a liminar. O magistrado considerou que os descontos são ilegais por
falta de um estudo mais aprofundado sobre o cálculo atuarial. Até o momento, 10
magistrados acompanharam a tese do voto divergente.
Ainda
faltam o voto de 12 Desembargadores do Órgão Especial que optaram por aguardar
a vista do Desembargador Arminio José Abreu Lima da Rosa. No total, votam os 25
Desembargadores que compõem o Órgão Especial do TJRS.
Caso
A
Ação Direta de Inconstitucionalidade foi proposta pela União Gaúcha em Defesa
da Previdência Social Pública e Privada contra a Assembleia Legislativa e o
Estado do RS.
Na
ação, a entidade questiona a legalidade de artigos de quatro leis aprovadas
pelo Parlamento gaúcho que elevaram a alíquota da contribuição previdenciária
de 11% para 13,25%, para todos os servidores civis, militares, ativos e
inativos, e também pensionistas do Sistema de Previdência do RS.
Segundo
a entidade, o valor da contribuição é superior ao valor do benefício, apontando
como vício constitucional o desequilíbrio entre o valor da prestação a ser
suportada pelos contribuintes e o valor do benefício a ser alcançado pelo
Instituto de Previdência do RS.
ADIN
nº 70051297778
Fonte:
Tribunal de Justiça do RS
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
INSEGURANÇA PÚBLICA
Atualmente, a
grande polêmica que domina uma parcela significativa da sociedade brasileira
recai na insegurança pública, um sentimento que todos compartilhamos,
especialmente quem reside e trabalha em grandes centros urbanos. Busca-se maior
efetivo policial, novas tecnologias e estratégias de combate ao crime,
intercâmbios com instituições estrangeiras, modificação da legislação penal e
uma série de outras ações para reduzir o índice de violência e criminalidade. Mas
'poucos se atrevem a apontar o sistema carcerário nacional como um dos responsáveis
pela situação de crirninalidade em que vivemos.
Continuamos
com a visão de que o preso tem que pagar por seus crimes com sofrimento e
agonia, em um estado de suplício, como era apregoado na Idade Média, quando
havia castigos físicos cruéis. Este quadro é reproduzido ainda hoje no interior
de grande parte dos estabelecimentos penais brasileiros, onde mais de meio
milhão de apenados sobrevivem sem as mínimas condições de higiene e espaço,
alguns amontoados em delegacias distritais, condições não compatíveis com a Lei
de Execuções Penais. E, nestas condições, falar em ressocialização é apenas um
lampejo acadêmico onde muitos desconhecem a realidade.
O resultado deste
cenário escabroso não poderia ser outro. O crescimento da violência e da criminalidade,
reproduzindo um modelo imposto pelo próprio Estado. Neste sentido, as estatísticas
são assustadoras, pois apontam alto índice de reincidência, em tomo de 60% dos delitos
praticados nas grandes metrópoles do país, cometidos por egressos do sistema
penitenciário na condição de foragidos (1,5 milhão) ou em liberdade provisória,
além dos 3 milhões de mandados de prisão
expedidos e ainda não cumpridos por falta de vagas no sistema, entre outros
fatores.
Não se trata
aqui de defesa da população carcerária. Mas seria prudente conhecermos outro
lado da questão para uma análise mais ampla do fenômeno de epidemia criminal
que ataca a população e pela qual muitas vítimas já nem registram ocorrência
por sentirem-se afortunadas de não terem sido alvo de uma violência ainda maior.
Para atingirmos a tão desejada tranquilidade pública, além do fortalecimento
das instituições policiais, será necessária também uma reavaliação urgente do
que está ocorrendo dentro das cadeias e o que pode ser feito para melhorar as
condições dos apena- dos no cumprimento das penas, nem que para isso tenha que se
privatizar os estabelecimentos penais, como já ocorre em outros países.
E a adoção de
medidas complementares, como oferecer oportunidades para esta massa, em sua grande
maioria na faixa etária entre 23 e 45 anos, para se reinserir na sociedade
tomando-se pessoas economicamente ativas. Atualmente, pelo cenário que se
apresenta, não podemos falar em segurança pública sem tratar do sistema penitenciário
nacional, cuja população cresce vertiginosamente e estará nas ruas em curto espaço
de tempo.
Texto de André Luis Woloszin - Maj RR
Publicado em Zero Hora de 20/10/2012
O Grupo Centauro entende como oportuna a presente publicação, visto que o Maj Woloszin aborda o tema com propriedade e conhecimento de causa, valorizando sobremaneira a CNS.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Na reunião dos Centauros o Coronel Valle fala dos Reflexos do Ensino na Cultura e Estratégia Organizacional.
Dia 09/10, no
Clube Farrapos, a reunião mensal dos Centauros apresentou, como palestrante, o
Coronel Francisco
Antônio Mondadori Valle que iniciou
a sua fala com um texto de Peter Ferdinad Drucker que era filósofo e administrador e foi
considerado o pai do Marketing moderno e da administração moderna:
“Se você reparar neste mundo em rápida
transformação, é melhor prestar atenção ao que ele está dizendo. Implica
afirmar que as forças que exercem maior influência sobre as organizações vêm de
fora delas, não de dentro” (Drucker).
O coronel Valle
lembrou a palestra do mes passado, quando o Coronel Nelson Pafiadache citou que “o
novo sempre vem”.
Disse que neste ano
de 2012 a Brigada Militar completará 175 anos de relevantes serviços prestados
à comunidade gaúcha e brasileira; entretanto, poucos são os que conhecem
verdadeiramente a sua história.
A partir daí
mostrou um levantamento feito por ele no IPBM – instituto de Pesquisas da
Brigada Militar – verificando e analisando os trabalhos feitos por Oficiais
integrantes dos Cursos Regulares da BM: Antigo CSPM, atual CEPGSP - Curso de Especialização em Políticas e Gestão de
Segurança Pública. Amostra: 115 monografias
do CSPM e CEPGSP; período de 1979 a 2000.
Os objetivos do
levantamento e da análise foram:
1 - Verificar a tendência ou interesse nos estudos
e pesquisas no âmbito da Brigada Militar e os reflexos e influências desses
procedimentos;
2 - Apresentar a Corporação, sua origem, ações,
percurso, inserção social, evolução e possíveis rumos no que se refere ao
ensino e pesquisa;
3 - Discorrer sobre sua forma de atuação, suas
mudanças históricas, compreender como são percebidas as alterações do ambiente
no qual ela atua;
4 - Indicar quais as influências que repercutiram
na cultura e nas estratégias institucionais da Brigada Militar.
Disse que o
ensino sempre foi o vetor de adaptações da BM, assim para evitar reflexões e
análise, houve um periodo de “congelamento de nossas mentes”, com a Academia de
Polícia Militar fechada por quatro anos.
Afirmou, com certeza, que em algum momento os
oficiais que elabororaram esses trabalhos tiveram a oportunidade de colocar em
prática esses estudos ou, talvez, até influenciar no processo.
Assim, uma análise
dos trabalhos permite se ter uma idéia de determinadas posições tomadas ao
longo destes 30 anos de análise e se ter uma percepção das mudanças e os
momentos que ocorreram.
Concluiu que a partir de 1979, quando se iniciou a
elaboração de trabalhos científicos, as mudanças ocorreram sem percepção e sem
controle da Corporação, pois mesmo trabalhando com planejamento e organização,
não dispomos de um órgão de análise estratratégica em nível de Corporação.
É notório que as
mudanças na Corporação se deram por fatores externos, na sua maioria, com
permissividade e acomodação do seu Quadro de Oficiais. A BM mudou porque em
algum momento alguém pensou e no momento oportuno influenciou.
Assim, até a
década de 80 o que norteava era o “positivismo”, numa transmutação do militar
para o policial. Com a Constituição de 1988 e as idéias do koban, modelo
japonês de policiamento de bairros, e outras correntes de policiamento, passou-se
a dar enfase para o social e comunitário.
Hoje estamos na
terceira onda, onde está sendo dado espaço para tecnologias e maximização dos
recursos humanos e materiais.
No ensino há uma
migração do estudo da cultura e estratégias para um pensamento crítico/analítico.
O caminho a ser trilhado nas pesquisas é
indefinido, como um “nevoeiro”, porém apresenta alguns sinais satisfatórios
como resultado dessa grande alteração no âmbito do Ensino e Pesquisa,
destacadamente no CSPM/CEPGSP. Cabe, neste momento, enfatizar que muitos dos
integrantes do mencionado curso, em poucos anos após a sua conclusão, galgam
posições de alto comando na Brigada Militar. É nessa situação que passam, esses
ex-alunos, a definir e implementar novas estratégias para o cumprimento da
missão da Corporação.
Assim, a cultura organizacional, como o conjunto de
valores, conceitos e procedimentos socialmente aceitos numa organização,
certamente tem recebido impactos dessa mudança paradigmática, consequentemente
expandindo reflexos sobre essa instituição sesquicentenária.
A CULTURA ORGANIZACIONAL
A cultura de uma organização se constitui numa
variável importante, capaz de se constituir num complicador ou num aliado na
implantação de novas políticas administrativas, relacionando-se também ao seu
desempenho econômico.
Os elementos mais importantes na constituição da
cultura são os valores, as crenças e pressupostos; os ritos, rituais e
cerimônias; os símbolos; as estórias e mitos; os tabus; os heróis; as normas; a
comunicação.
Estes aspectos estruturais da cultura “brigadiana”
foram reforçados por toda a sua história, repleta de atos de heroísmo, por
participação em conflitos e por uma forte estrutura e regime
jurídico-militares.
O Grupo Centauro destaca a qualidade do palestrante
e a grande necessidade da corporação considerar, urgentemente, a utilização de
trabalhos existentes no IPBM, elaborados por Oficiais, com foco no aprimoramento
e manutenção da instituição realizando a sua missão constitucional.
Após foi servido o tradicional jantar de
confraternização.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
C O N V I T E
Convidamos a todos os membros da CNS para o jantar mensal a ser realizado em:
- 09/out/2012
- 20:00 horas
- no Clube Farrapos
O Cel Francisco Antônio Mondadori Valle nos brindará com uma palestra a respeito de um trabalho realizado pelo CEPGESP onde foi demonstrada a tendência histórica da trajetória da Brigada Militar através dos diversos trabalhos realizados pelos cursos regulares da BM a partir de sua obrigatoriedade para conclusão do curso.
Como é tradicional e salutar, realizaremos ao final (22:00 horas) um jantar de confraternização.
A Brigada Militar só será forte a partir da união de seus integrantes.
- 09/out/2012
- 20:00 horas
- no Clube Farrapos
O Cel Francisco Antônio Mondadori Valle nos brindará com uma palestra a respeito de um trabalho realizado pelo CEPGESP onde foi demonstrada a tendência histórica da trajetória da Brigada Militar através dos diversos trabalhos realizados pelos cursos regulares da BM a partir de sua obrigatoriedade para conclusão do curso.
Como é tradicional e salutar, realizaremos ao final (22:00 horas) um jantar de confraternização.
A Brigada Militar só será forte a partir da união de seus integrantes.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
O que disse o Ex Cmt Geral, Coronel Pafiadache
Dia 11 de setembro, na tradicional reunião
jantar de confraternização do Grupo Centauro, o palestrante foi o nosso Ex Cmt-Geral,
Coronel Nelson Pafiadache da Rocha, que brindou os presentes com dados,
preocupações e, principalmente, com o relato de algumas situações, frutos da experiência
de ter executado a missão de Cmt-Geral. Disse
que dessa missão, prazerosa, mas muito difícil, foi possível extrair experiências
e conhecimentos, vivenciar muitas situações que desde aquela época, vem sendo
dadas ao conhecimento público e que continuam a ser preocupações permanentes
daqueles que defendem a Corporação.
A principal preocupação de todos os
integrantes da BM é a manutenção das Polícias Militares com seu status, remuneração,
previdência e saúde. Esse conjunto tem de nos fazer refletir sobre o
crescimento de outras organizações e a “imprescindibilidade” da BM, lembrando
que o “novo sempre vem”.
As ameaças efetivas, ou cogitações, pairam
sobre a comunidade das PM, mas por outro lado temos que nos preocupar com
saídas seguras. Diante desse quadro existem oportunidades reais, que podem, se
vislumbradas adequadamente, fazer-nos escolher os caminhos a seguir.
A preparação para o futuro é agora,
através de estudos, reflexões, critérios, metodologia de trabalho e ação. As
velhas e sempre presentes perguntas devem ser respondidas: Onde? Quem? Quando? E,
como?
O trabalho deverá ser bem feito, pois assim
a colaboração ficará imprescindível e cada um, com a sua opinião e contribuição,
será ouvido e terá recepcionado os seus pleitos.
Parabéns ao Coronel Pafiadache,
liderança sempre presente em todas as frentes que a Brigada Militar se
apresenta, pela disponibilidade de trazer sua contribuição para a discussão
fecunda em prol da existência de nossa quase bicentenária Corporação.
Após, como sempre, foi servido o jantar
de confraternização e durante o jantar era repetida a citação: “Ao jardineiro
não basta plantar a mais bela das flores é necessário rega-la todos os dias
para que ela continue vivendo”. Concluiu-se pela necessidade de engajamento dos
Oficiais, da Ativa e da Reserva, nas discussões sobre a Instituição, para que
seja formada uma barreira intelectual e operosa contra os maus agouros que
rondam as Polícias Militares.
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