terça-feira, 15 de abril de 2014

Reunião mensal do Grupo Centauro - abril de 2014

Professor Nique
Dia 10, quinta feira, no Clube Farrapos, no encontro mensal dos Centauros, o palestrante foi o Professor Doutor Walter Meucci Nique que com a sua experiência de Secretário de Estado, Professor de Universidades do Brasil e da França, brindou o significativo numero de oficiais da Carreira de Nível Superior presentes, por quase duas horas, com palestra de agradável conteúdo.
Oficiais da  carreira de Nível Superior

O Professor Nique começou mostrando a sua percepção de segurança pública no Brasil e no mundo – comentou sobre vários países da Europa e da América. Detalhou, um pouco mais, sobre a França onde morou por cinco anos.

Mostrou, didaticamente, o começo do desenvolvimento da sociedade através da  revolução Industrial que foi um marco no encontro de soluções através de um conjunto de mudanças que aconteceram na Europa nos séculos XVIII e XIX. A principal particularidade dessa revolução foi a substituição do trabalho artesanal pelo assalariado e com o uso das máquinas. Classificou, ainda, as três etapas da Revolução Industrial:

A Primeira etapa da Revolução Industrial

Entre 1760 a 1860, a Revolução Industrial ficou limitada, primeiramente, à Inglaterra. Houve o aparecimento de indústrias de tecidos de algodão, com o uso do tear mecânico. Nessa época o aprimoramento das máquinas a vapor contribuiu para a continuação da Revolução.

A Segunda Etapa da Revolução Industrial

A segunda etapa ocorreu no período de 1860 a 1900, ao contrário da primeira fase, países como Alemanha, França, Rússia e Itália também se industrializaram. O emprego do aço, a utilização da energia elétrica e dos combustíveis derivados do petróleo, a invenção do motor a explosão, da locomotiva a vapor e o desenvolvimento de produtos químicos foram as principais inovações desse período.

A Terceira Etapa da Revolução Industrial

Alguns historiadores têm considerado os avanços tecnológicos do século XX e XXI como a terceira etapa da Revolução Industrial. O computador, o fax, a engenharia genética, o celular seriam algumas das inovações dessa época.
Disse que a partir daí o homem intentou a incansável busca do conhecimento, em todos os campos, para facilitar, cada vez mais, a organização, o desenvolvimento e o bem estar da humanidade.
Discorreu sobre a realidade e o mundo virtual caracterizando-o  como o uso de diversas tecnologias digitais para criar a ilusão de uma realidade que não existe de verdade, fazendo a pessoa mergulhar em mundos criados por um computador. 
Enfatizou que após a revolução industrial e a incansável busca do conhecimento surgiu o avanço da tecnologia, apresentando a multidisciplinaridade e a pluralidade das decisões dificultando o domínio pelo homem, sendo necessária a criação das especialidades.
Salientou que a busca efetiva do conhecimento é uma construção solitária e depende de cada um e das suas vontades.
A seguir, discorreu sobre a necessidade do uso da motivação, da atualização e da valorização do grupo.
Coronel Pafiadache descrevendo o que é o Grupo Centauro
Após foi servido pelo Buffet Dona Laura o jantar de confraternização.



quarta-feira, 2 de abril de 2014

CONVITE PARA PALESTRA


No próximo dia 10 de abril – quinta feira (mudamos para quinta) – às 20 horas, no Clube Farrapos, na tradicional reunião dos Centauros, receberemos, como palestrante, o

Professor Doutor Walter Meucci Nique


Apresentamos um mini currículo do Professor. Possui graduação em Administração (1974), mestrado em Administração Universidad de Chile (1975) e Doutorado de Estado em Ciências da Administração - Université Pierre Mendès France – Grenoble – França (1982). É professor na Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul desde 1976. Foi Diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS (1986-1991) Secretário de Estado do Planejamento, da Administração e Secretário de Estado dos Assuntos Internacionais (1991-1994). Professor convidado da Université de Rennes, Université Pierre Mendès France, École Supérieure de Commerce de Troyes e Université Sorbonne Nouvelle (Paris 3). Tem experiência na área de Administração, com ênfase em Comportamento do Consumidor e Negócios Internacionais, atuando principalmente nas seguintes áreas de pesquisa: marketing, satisfação, consumidor, valores e comparação de culturas.

Concitamos os colegas da Carreira de Nível Superior para comparecerem e convidarem outros colegas.

Como sempre, ao final, trataremos de assuntos gerais de interesse da carreira de Nível Superior.









A polícia, o bem e o mal

  J. R. GUZZO*

REVISTA VEJA
01.04.2014

Pode ser uma coisa que muita gente acha desagradável ouvir, e por isso é melhor dizer logo, para não gastar o tempo do leitor com prosa sem recheio. E o seguinte: os brasileiros fariam um grande favor a si mesmos se tomassem a decisão de ficar, com o máximo de clareza e na frente de todo mundo, a favor da polícia. Isso mesmo: a favor da polícia, e da ideia de que cabe exclusivamente a ela, numa democracia que queira continuar viva, o direito de usar a força bruta  para manter a ordem, cumprir a lei e proteger o cidadão. Tem, também, a obrigação legal de fazer tudo isso. Algum  problema? É exatamente assim em todos os regimes democráticos. Eis aí, na verdade, uma afirmação evidente em si  mesma; pode ser entendida sem a menor dificuldade após um minuto de reflexão. Mas estamos no Brasil, e no Brasil o  que parece ser um círculo, por exemplo, é muitas vezes considerado um triângulo, ou um quadrado, ou qualquer outra  coisa que não seja o diabo do círculo. 

No momento, justamente, passamos por um desses surtos de tumulto mental. Segundo o entendimento de boa  parte daquilo que se considera o "Brasil pensante", "civilizado" ou "moderno", nosso grande problema não é o crime,  mas a polícia. Parece bem esquisito pensar uma coisa dessas, num país com mais de 50 000 assassinatos por ano e  índices de criminalidade que estão entre os piores do mundo. Onde esses pensadores estão vendo o problema de que tanto falam? Vai saber. Os verdadeiros mistérios desse mundo não são as coisas invisíveis, e sim as que se podem  ver  muito bem. No caso, o que se pode ver com a clareza do meio-dia é a fé automática de boas almas e mentes num  mandamento que ouvem desde crianças: o criminoso brasileiro é sempre "vítima das desigualdades sociais", e o policial  está errado, por princípio, quando usa a força contra ele. Seu dever, como agente do Estado, seria tratar os bandidos  como cidadãos que precisam de ajuda, para que tenham oportunidade de entender por que não deveriam matar, roubar,  estuprar e assim por diante. Será que esse jeito de pensar é alguma tara que nos sobrou do regime militar, quando polícia e liberdade eram coisas opostas? De novo: não se sabe. 

Praticamente todos os dias há exemplos claros desse curto-circuito geral na capacidade de separar o certo do errado. O cidadão é assaltado, brutalizado, ferido — e no dia seguinte lê, ouve ou vê mais uma reportagem denunciando  a polícia por algum erro, real ou imaginário. Ainda há pouco, o país teve oportunidade de testemunhar políticos,  intelectuais e "celebridades" em geral, com a colaboração maciça da mídia, colocando a polícia no banco dos réus por  reprimir bandos de marginais que vão para a rua decididos, treinados e equipados para destruir. Segundo essas excelentes cabeças, a polícia cria um "clima de violência" e de "provocação" que "força os ativistas" a se defenderem  "previamente". Para isso, veem-se obrigados a incendiar bancas de jornal, destruir carros, quebrar vitrines de loja e por  aí afora. Esse tipo de julgamento vai se tornando mais e mais aceitável no Brasil de hoje. Deve ser maior do que se  pensa o número de pessoas que não querem ter a tranquilidade de sua fé perturbada por fatos ou por conhecimentos:  além disso, cabeças em que não há ideias são sempre as mais resistentes a deixar alguma ideia entrar nelas. Quanto à  imprensa, rádio e TV, acreditem: o que mais gostam de fazer é falar as mesmas coisas, pois se sentem mais seguros  quando um repete o outro e todos atiram nos mesmos alvos. Alguém já viu, por exemplo, algum jornalista arrasando o  técnico do Olaria? 

Não há sete lados nesse debate. Só há dois, um que está a favor da lei e o outro que está contra — e aí o cidadão  precisa dizer qual dos dois ele realmente apoia. O primeiro é a polícia. O segundo é o que leva o crime para a rua. A  única pergunta relevante, num país que tem uma Constituição em vigor, é: de que lado você está? Não vale dizer  "depende", ou declarar-se a favor da ordem, desde que a tropa se comporte com altos níveis de civilidade, seja muito  bem-educada, fale inglês e não bata nunca em ninguém, nem cause nenhum incômodo físico a quem esteja jogando  coquetéis molotov na sua cara, ou sacando armas contra ela. A questão real é apoiar hoje a polícia brasileira que existe  hoje — não dá para chamar a polícia da Dinamarca, por exemplo, para substituir a nossa, ou tirar a PM da rua e só  chamá-la de volta daqui a alguns anos, quando estiver suficientemente treinada, preparada e capacitada a ser infalível.  É mais do que sabido que a polícia do Brasil tem todos os vícios registrados no dicionário, de A a Z. Mas, da mesma maneira como não é possível fechar todos os hospitais públicos que funcionam mal. e só reabri-los quando forem uma  maravilha, temos de conviver com a realidade que está aí. É indispensável transformá-la, mas não dá para exigir, já, uma corporação armada que precise ter virtudes superiores às nossas. 

A polícia, por piores que sejam as condutas individuais dos seus agentes e seus níveis de competência, é uma peça essencial para manter a democracia no Brasil e impedir a tirania daqueles que só admitem as próprias razões. É a polícia, na verdade, o que a população brasileira tem hoje de mais concreto na garantia de seus direitos. Alguém pode citar alguma força mais eficaz para impedir que o Congresso, o STF e o próprio Palácio do Planalto sejam invadidos, metidos a saque e incendiados? A PM está do lado do bem — goste-se ou não disso. No mundo das realidades, é ela a  principal defesa que o cidadão tem para proteger sua vida. sua integridade física, sua propriedade, sua liberdade de ir e  vir, o direito à palavra e tudo o mais que a lei lhe assegura. A autoridade policial já erra o suficiente quando falha ao cumprir quaisquer dessas tarefas. Não faz nexo criticá-la nas ocasiões em que acerta.

 Não serve a nenhum propósito útil, igualmente, dar conforto ao inimigo — o que nossa elite pensante, como dito anteriormente, faz o tempo todo. O inimigo não vai deixar de ser seu inimigo; você não ganhará sua admiração, nem será deixado em paz. É um desafio à lógica, neste sentido, achar que delinquentes teriam a licença de armar-se para assegurar seu direito de "legítima defesa" contra a repressão policial. A lei brasileira, com todas as letras, diz que só a polícia tem o direito de portar armas, e de utilizá-las no combate ao crime e na defesa do cidadão — salvo em casos excepcionais, que exigem licença específica. Dura lex sed lex. claro. Mas não é só uma questão legal. Trata-se de simples sensatez. No caso dos atos de protesto — qual o propósito de levar para a rua mochilas com bombas incendiárias, estiletes, barras de ferro e outros artefatos desenhados unicamente para machucar? Por que alguém precisaria de qualquer dessas coisas para expressar suas opiniões em praça pública? 

O Brasil vem se acostumando nos últimos anos à ideia doente de que mostrar simpatia diante da delinquência e hostilidade diante da polícia é uma questão de princípio — uma atitude socialmente avançada e politicamente progressista. Quem não pensa assim é visto como um homem das cavernas, extremista e inimigo da democracia. Mas é o contrário: opor-se ao crime e apoiar a polícia é ficar a favor da liberdade. Está na moda denunciar, com apoio da caixa de amplificação da imprensa, delitos como a "pregação do ódio", "apologia do crime" ou "incentivo ao racismo". Esse mesmo tribunal, entretanto, aplaude como uma forma superior de cultura popular os rappers que pregam abertamente, em suas músicas, o assassinato de policiais. Há alguma coisa muito errada nisso aí. Está na hora de deixar claro: é falso acusar çle "histeria" e outros pecados mortais quem não acredita, simplesmente, que no Brasil de hoje existe algum assaltante que rouba e mata porque está com fome ou tem de sustentar sua família; o que há é gente que quer satisfazer todos os seus desejos sem ter de trabalhar ou de respeitar o direito alheio. Em Cuba, regime-modelo para nosso governo, são chamados de sociopatas e enterrados na cadeia mais próxima, sem que a "sociedade" seja chamada a "debater" coisa nenhuma. 


Deus não precisou da ajuda dos brasileiros para criar o Brasil. Mas, como diria Santo Agostinho, só poderá nos salvar se tiver o nosso consentimento.

*José Roberto Guzzo, mais conhecido como J.R. Guzzo, é um jornalista brasileiro, diretor editorial do grupo EXAME e colunista das revistas EXAME e VEJA, integrando ainda o Conselho Editorial da Abril.


sábado, 8 de fevereiro de 2014

Rede Globo publica matéria mentirosa acusando a PM.

No dia 06, antes de ontem, durante a noite, a Rede Globo, através da Globo News, entrou ao vivo, com o repórter Bernardo Menezes e veiculou a matéria que está no vídeo que reproduzimos abaixo:


Ontem, durante o dia, a Rede Globo, através de seus veículos, continuava dando a entender  em seus telejornais, que a PM havia disparado o artefato. Entretanto por volta do meio dia uma emissora russa, cujo repórter está no Brasil para cobrir a copa, veiculou as imagens que mostravam um black bloc portando o artefato e o colocou no chão. Logo a seguir a BBC,de Londres, também veiculou outras imagens mais esclarecedoras de que, de fato, havia sido um baderneiro. Mesmo assim a Rede Globo, somente no Jornal Nacional, disse que o repórter, pela conturbação do momento se equivocou, mas não pediu desculpas.  

O Grupo Centauro, estranha que até agora nenhuma associação, oficialmente constituída, para a defesa dos interesses dos Policiais Militares, tenha de forma pública, emitido nota sobre o assunto. Por isso, transcreverá o artigo de autoria do Reinaldo Azevedo publicado na Veja online, de ontem 07/02/2014  às 19:58.


07/02/2014
 às 19:58

Cinegrafista ferido – Não é assim que se faz, GloboNews! Não é assim que se faz, “Bom Dia Brasil”! E é evidente que todos por lá sabem disso. Esperemos o pedido de desculpa!

Partiu de um repórter da GloboNews, Bernardo Menezes — e espero que o fato lhe sirva de lição e a quem deu curso à informação falsa que ele veiculou sem uma verificação mínima —, a afirmação de que o artefato explosivo que atingiu a cabeça do cinegrafista Santiago Andrade tinha partido da polícia.
Infelizmente, a informação foi reproduzida ainda nesta manhã no “Bom Dia Brasil”, da Rede Globo. O conjunto da obra é tecnicamente indesculpável (vídeo aqui). Sabem por quê?
As primeiras fotos que vieram a púbico sobre a agressão são da Agência Globo. Foi com base nelas que escrevi meu texto assegurando — por óbvio — que aquele troço não poderia ser uma bomba de gás ou uma bomba de efeito moral. Quem conhece os dois artefatos sabe que não produzem aquele tipo de luz, de faíscas, de fragmentos.
Eu conheço porque já enfrentei as duas. Mas ninguém precisa apanhar da polícia ou enfrentar bombas para conhecê-las. Basta a prudência. E, ouso dizer, é preciso ir para as ruas também com o espírito desarmado. Acho que jornalistas estão tão viciados em chamar manifestações violentas de “pacíficas” que já não conseguem enxergar o que ocorre. A ideologia — ou o preconceito — faz mais mal à visão do que a minha espetacular miopia.
E que se note: eu não neguei que fosse bomba só com base na minha “experiência”. Se a gente não toma cuidado, nada distorce tanto a verdade como estar no lugar em que os fatos acontecem. Um jornalista que estivesse em Dresden quando houve o ataque dos Aliados poderia ter a impressão de que os nazistas eram as vítimas na Segunda Guerra, não é? Espalhe repórteres entre os alvos de Bashar Al Assad, e ele parecerá o carniceiro que é. Como não os há entre os alvos de seus opositores, estes não parecem os carniceiros que também são. Mesmo tendo a certeza de que aquilo não era bomba de gás, de que não era bomba de efeito moral, tomei o cuidado de perguntar a dois policiais.
Não quero satanizar ninguém, não! Aqueles que deixaram a informação de Menezes ir ao ar, sem a devida checagem, devem dividir com ele a responsabilidade.
Coisas estranhas
Aliás, sabem onde li primeiro que NÃO ERA UMA BOMBA DA POLÍCIA??? Na edição online de “O Globo”, logo depois do fato. Sim, senhores! Aliás, havia lá também o testemunho de um repórter do jornal. Ele vira o artefato partir de um black bloc. MINUTOS DEPOIS, A INFORMAÇÃO DESAPARECEU DO SITE.
Ou seja: entre a versão daquele que viu a bomba (que bomba não era) partir da polícia e a daquele que vira o explosivo partir de um black bloc, o primeiro ganhou. Afinal, ele tinha a narrativa pior para as “forças da repressão”, né? A Abraji, que se intitula — e acredito que seja — uma associação de jornalistas “INVESTIGATIVOS”, preferiu emitir uma nota toda ambígua, sem investigar minimamente as imagens.
Eu publiquei um post às 22h52 evidenciando por que aquela coisa não poderia ter partido da polícia. Às 4h29 desta madrugada, lamentava a covardia da imprensa, que se negava a reconhecer o óbvio. O “Bom Dia Brasil” foi ao ar, sei lá, às seis e pouco da manhã. Já dava tempo, creio, não de ter me lido (os jornalistas da Globo certamente têm mais o que fazer), mas de ter visto as fotos e consultado alguns especialistas.
No texto que escrevi ontem e no comentário que fiz hoje de manhã na Jovem Pan, lamentei que a própria Band, em nota, tivesse flertado com a possibilidade de ser uma bomba da polícia.
Não sei como as duas emissoras vão se desculpar. Sei que devem desculpas: aos telespectadores e à Polícia Militar. O erro de visão e de jornalismo é grave porque muda a autoria de um crime grotesco, que ainda pode vir a ser um assassinato. De resto, trata-se de uma agressão à imprensa livre.
Para encerrar
Ouso dizer que algo assim estava pipocando na área, pronto para acontecer. Infelizmente, a indisposição dos jornalistas, especialmente das TVs, com as polícias e a determinação de tratar arruaceiros como manifestantes, sob a patrulha severa de milícias nas redes sociais, acabariam dando nisso. Esse tipo de comportamento não colabora para melhorar nem o jornalismo nem a democracia.
Não sou Catão de ninguém nem me atribuo esse papel. Mas conviria que o jornalismo brasileiro voltasse ao livro texto da Constituição. Liberdade de manifestação não se confunde com baderna.
Tenho a certeza de que haverá um claro e inequívoco pedido de desculpas.
Por Reinaldo Azevedo


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Ativistas e delinquentes. Editorial do Jornal Zero Hora de domingo.

Este é o Editorial que o Grupo RBS publicará em seus jornais neste domingo dia 02 de fevereiro. O Grupo Centauro por entender que é um texto adequado e que traz à publico, de forma clara, o que está acontecendo no país e na segurança pública, transcreve-o a seguir:

ATIVISTAS E DELINQUENTES
"As inesperadas manifestações populares de junho do ano passado trouxeram muitas lições para o país, entre as quais a de que os jovens da era digital têm consciência social e a de que as instituições tradicionais (governos, políticos, imprensa etc.) precisam se qualificar para recuperar a confiança do público. Mas os protestos também serviram para evidenciar a diferença entre os brasileiros que efetivamente lutam por um país melhor e aqueles que se aproveitam de situações de descontrole para agredir, depredar e defender interesses obscuros. E isso está ficando cada vez mais claro nesta nova onda de mobilizações que atinge as principais capitais, a maioria sob o pretexto de boicote à Copa do Mundo.

A violenta reação popular contra um jovem identificado como integrante do movimento Black Bloc, em São Paulo, é a prova de que os brasileiros começam a tratar de forma diferente manifestantes e delinquentes.

Protestar contra a Copa pode _ ninguém está confortável com os gastos volumosos de recursos públicos nos estádios e nas obras de infraestrutura. Reclamar transporte público qualificado e tarifas razoáveis também é legítimo, considerando-se que este é um serviço essencial malcuidado pelos governantes. O que não é civilizado nem aceitável é queimar ônibus, quebrar vidraças, atacar bancos e prédios públicos, fazer arrastões e jogar pedras na polícia. Isso é delinquência.

As polícias brasileiras precisam ser mais prestigiadas. Da mesma maneira como devemos exigir policiais bem preparados para defender os cidadãos, sem abusar do poder que lhes foi conferido pela população, também temos que valorizar o trabalho desses servidores encarregados de manter a ordem pública. Por uma dessas deformações sociais difíceis de entender, começou a recair sobre os policiais brasileiros uma série de restrições. Mesmo quando chamados a controlar tumultos, eles são criticados por prender e por fazer uso de suas armas, mesmo quando se defendem de agressões. Ora, democracia não é exatamente isto.

Se não podemos aceitar policiais que agridem imotivadamente, também não podem nos servir policiais que não agem nem reagem. Se reconhecemos que há delinquentes entre os manifestantes, o mínimo que se pode esperar é que os policiais os reprimam para proteger os cidadãos. Melhor uma polícia ativa e eficiente do que a justiça pelas próprias mãos, como tentaram fazer os participantes de um evento em São Paulo ao identificar o black bloc mascarado protestando contra a Copa.

Depredadores e incendiários não podem mais ser chamados de manifestantes. Estes nasceram da democracia, aqueles querem assassiná-la".

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Entre Dálmatas e Pitbulls


Em um reino do norte, especificamente num condado considerado a “Metrópole do Mundo”, viviam cerca de 5.000.000 de seres. Eram prósperos, com alto índice de qualidade de vida, excelente educação, gozavam de bom atendimento médico, entretanto enfrentavam alto índice de criminalidade. As gangues dominavam os quarteirões. As drogas corriam soltas. A prostituição era visível nas ruas. Pichações, alto ruído e desordens de toda ordem proliferava. Os seres ordeiros e pacatos já não agüentavam mais. A sua polícia, formada por 50.000 Dálmatas era ineficaz. A corrupção corria solta em parcela do contingente. Outros eram violentos. Havia os acomodados e poucos realizavam corretamente os serviços policiais. Eram maltratados com baixos salários e pouco incentivo e quando produziam alguma ação, era logo desqualificada pelos juízes.

Então o Prefeito, ser inteligente e perspicaz tratou de contratar um técnico experiente, com longa carreira policial e que já havia solucionado problemas semelhantes em outros condados, apesar de menores.

Ele e sua equipe, num trabalho sério e científico, diagnosticaram o problema e passaram a execução de programas definidos, com metas pré-determinadas. Primeiro atuaram como se diz, no “campo interno” sobre os Dálmatas. Começaram dando-lhes um salário digno. Aperfeiçoaram o treinamento. Dotaram a policia de legislação firme que possibilitasse a correição em caso de desvio de conduta. Adquiriram equipamentos modernos, eficazes e em quantidade de forma que não houvesse eventuais faltas. Dispensaram o que puderam dos corruptos. Monitoraram e deram tratamento aos violentos. Os bons logo trataram de empurrar os acomodados. Tudo isso com rígida disciplina e hierarquia como ocorre nos reinos de primeiro mundo.

Mas isso não resolveu os problemas, pois a criminalidade continuava agindo.

Passaram então para o chamado “campo externo”. Com o amparo das Leis e apoio do judiciário, criaram então programas voltados para a comunidade infratora. Viram que só prender e processar ainda não resolvia a questão, porque muitos seres ditos “de bem”, continuavam a cometer delitos e facilitar a vida dos infratores. Passaram então não somente prender, mas confiscar os bens de agentes ativos e passivos utilizados como instrumento do crime. Prédios, veículos e tudo que fosse relacionado com o crime foram confiscados. Pasmem. Até carros de condutores que abordavam prostitutas nas ruas foram confiscados causando “verdadeiramente” um problema para o infrator. Ocorre que lá é reino de primeiro mundo e ai não há truculência.

A normalidade voltou a imperar e isso foi conhecido mundialmente como “Tolerância Zero”.

Já num reino ao sul, onde milhões de seres vivem à margem da sociedade, com baixos salários, educação e saúde deficientes, moradia e saneamento básico precário, a criminalidade e a impunidade imperam.

Seus habitantes não falam inglês, porém, nomes pomposos como “Cracolândia”, “Raves”, “Black Blocs” e outros adjetivos são a “onda da vez”. Vivem felizes com suas festas pagãs, religiosas e até mistas, onde as Arenas a todos os finais de semana apaziguam e acalmam o sofrimento de seus habitantes. Essas mesmas Arenas também são palco de selvageria, no picadeiro e nas arquibancadas, como o próprio nome designa.

A sua policia é composta por Pittbuls. Recrutados dessa mesma sociedade comprometida, são treinados para a “guerra”. Para a guerra sim, pois com a bandidagem altamente armada e dopada, é muito mais do que uma guerra. São violentos, assassinos, corruptos e inoperantes. São maltratados, mal pagos e possuem os piores equipamentos do mercado. Qualquer bandidinho “pé de chinelo” tem coisa melhor.

Os habitantes já não agüentam mais a sua inoperância, apesar de não se revoltarem contra quem os impede de agir. Isso, porque os governantes não querem ver “arranhadas suas imagens” de bons políticos.

Ninguém se preocupa em pressionar os parlamentares a fim de dotar o reino de leis efetivamente operantes. Só querem saber de festas e desordens.

Por outro lado um grupo de “especialistas”, com formação em escolas afamadas no mundo inteiro (Harvard, Sorbonne, Oxford e outras, casualmente do Reino do Norte e seus parceiros), sem nenhuma experiência prática, normalmente sociólogos ou filósofos políticos, o que denigre a imagem desses profissionais, passaram a afirmar que, se trocarem a pele dos bichanos de Pittbuls para Dálmatas tudo estará resolvido.

Os mesmos Pittbuls agora com o uniforme de Dálmatas (não serão mais militares e sim civis) deixarão de ser violentos, atuarão com urbanidade, identificarão e prenderão apenas e exclusivamente os criminosos e os cidadãos de bem poderão ir e vir sem nenhum constrangimento.

Como não se consegue transformar Pittbuls em Dálmatas, os do reino do sul, segundo-mundistas se contentam com “Cuscos” mesmo. Os Cuscos continuarão a serem maltratados, mas os criminosos serão agora educados, não haverá mais confrontos ou tumultos com torcidas nas Arenas e todos viverão felizes para sempre.

E tem mais. Agora serão sindicalizados, mas como são “Dálmatas-Cuscos”, jamais farão greve deixando os seres desse reino do sul na “mão”. A hierarquia e a disciplina será “consciente”. Não veremos Cuscos nas ruas barbudos, cabeludos, mal trajados, encostados em postes e muros, ou pior, escondidos ou enfiados no interior de bares e correlatos. Não haverá corrupção nem “corpo mole”, afinal isso era coisa de Pitbull.


Se você encontrar alguma semelhança com algo que conheça tenha certeza que será mera coincidência.

Cláudio Núncio - Coronel RR

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Supremo Tribunal Federal. Pedido de vista suspende julgamento de Ação Direta de Inconstitucionalidade sobre "acesso" para provimento de cargos públicos.

Reunião do STF

O Supremo Tribunal Federal publicou em seu Site o pedido de vista formulado pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), que interrompeu, na sessão do dia 30 de outubro, o julgamento do mérito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 917, ajuizada pela Procuradoria Geral da República (PGR) contra a lei mineira que trata do “acesso” como uma das formas de provimento de cargos públicos. A Lei mineira 10.961/92 reservou 30% dos cargos vagos no nível inicial do segmento de classe imediatamente da carreira, a serem preenchidos nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de Minas Gerais, para os próprios servidores públicos estaduais.

A vigência da lei está suspensa desde novembro de 1993,  quando o STF deferiu liminar, nos termos do voto do Ministro Celso de Mello, relator originário da ação.

De acordo com voto do Ministro Celso de Mello, embora qualifique o “acesso” como fase da carreira, a norma impugnada, na realidade, reserva vagas em favor de uma “clientela interna específica”, com evidente lesão ao postulado constitucional da universalidade dos procedimentos seletivos destinados à investidura em cargos, funções ou empregos públicos (artigo 37 da Constituição Federal).

A Ação Direta de Inconstitucionalidade atualmente tem como relator o Ministro Marco Aurélio, que apresentou seu voto no sentido de julgar parcialmente procedente a ação, a fim de que seja dada interpretação conforme a Constituição. Em seu voto, o Ministro Marco Aurélio aplica a Súmula 685 do STF, segundo a qual “é inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prévia autorização em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido”.

O relator, entretanto, ressalva a possibilidade de reserva de um percentual de vagas para movimentação interna dentro da mesma carreira. A Ministra Cármen Lúcia e os Ministros Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Joaquim Barbosa votaram pela total procedência da Ação Direta de Inconstitucionalidade, na medida em que consideram que a movimentação na mesma carreira não dispensa a prestação de novo concurso público.