sábado, 24 de maio de 2014

Reunião mensal do dia 22 com a palestra do Jornalista Túlio Milman

Jornalista Túlio Milman
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Dia 22, quinta-feira, no Clube Farrapos, o Grupo Centauro recebeu o Jornalista Túlio Milman para um bate-papo, como ele mesmo definiu, que de tão amistoso e agradável durou por duas horas. Entre os presentes, os Centauros saúdam os Oficiais que compareceram pela primeira vez e, especialmente, a presença do Coronel Danguí do Exército Brasileiro, integrante do MOVA (Movimento Verde Amarelo).


O Jornalista Túlio Milman apresentou as suas posições firmes e coerentes sobre a atual política de condução dos conflitos de rua em todo o Brasil, determinadas pelas autoridades constituídas em todos os níveis de poder, que criam diretrizes condescendentes para a segurança pública nesses conflitos violentos e destruidores do patrimônio, tanto público quanto privado, por “manifestantes”, causando medo e diminuindo a sensação de segurança da população. Disse que, no seu entender, deve existir uma linha bem definida entre o que pode e o que não pode ser realizado e quem ultrapassar (autoridades e manifestantes), devem ser responsabilizados.  Afirmou, como Jornalista, que os governantes tem que perceber o anseio da sociedade e que essa responsabilização, nos dias de hoje não está acontecendo, causando descontentamento na população.
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A seguir, manifestou a sua percepção sobre a segurança pública existente no país. Falou sobre a evolução tecnológica da sociedade e dos novos conceitos a partir das redes sociais que estão influenciando na vida e na segurança das pessoas.

O bate-papo fluiu naturalmente com a participação dos presentes. Vários temas de interesse da Carreira de Nível Superior foram abordados.

Ao final o Jornalista Túlio Milman foi aplaudido por todos. Ficou claro um relacionamento profissional, mas também amistoso, coerente e necessário para as instituições e a imprensa.


Durante o jantar de confraternização o “papo” continuou sobre vários assuntos da atualidade.



quarta-feira, 21 de maio de 2014

Editorial de importante jornal do país alerta para o desmonte do atual sistema de segurança pública.

O perigo da desmilitarização

EDITORIAL CORREIO BRAZILIENSE
CORREIO BRAZILIENSE - 21/05

O cidadão de bem, que tem o direito de ir de casa para o trabalho e voltar sem ter de deixar o que ganhou honestamente nas mãos de algum marginal, precisa ficar atento a uma armação ainda mais perigosa para a sua segurança. Está nas ruas e nas mídias uma campanha de desmoralização das polícias militares, como se os verdadeiros bandidos não fossem os marginais do tráfico nem os políticos que enriquecem com desvios de verbas públicas.

Pior é o que está por trás de tudo isso: encoberta por um discurso que parece ser politicamente correto, o que realmente se pretende é aprovar uma mudança na Constituição Federal (PEC nº 51/2013), que simplesmente acaba com as polícias militares.

Constitucionalmente organizadas, mantidas e comandadas pelos governos estaduais, as polícias militares são entendidas como forças auxiliares da segurança do país, mas com foco, formação e dedicação exclusiva, nos tempos de paz, às atividades de segurança pública. São treinadas para o policiamento ostensivo e ações que, eventualmente, exijam o braço forte do Estado para garantir a ordem, o cumprimento da lei e das decisões judiciais.

Depois de tentar desarmar toda a população por meio de um referendo popular em 2005, que se transformou em tiro no pé dos autores, os atuais donos do poder político no Brasil pensam ter encontrado na eliminação das polícias militares um meio de esvaziar um poder armado sobre o qual não têm controle absoluto. Para quê?

Se os propósitos são inconfessáveis, os meios para alcançar tal objetivo são conhecidos. Basta que um policial militar - que, infelizmente, ainda é mal preparado para certas situações de confronto com o crime - cometa um erro para que toda a corporação militar seja questionada, numa generalização injusta e intolerável. Exemplos gritantes são frequentes no Rio de Janeiro, onde a força tomou pontos que antes pertenciam ao tráfico.

Um civil baleado, mesmo antes de saber quem disparou, é imediatamente usado para manifestações contra a polícia e a política de pacificação dos morros. Não é por acaso que o autor da emenda constitucional que propõe desarmar a defesa do cidadão é senador pelo Rio de Janeiro, Lindbergh de Farias, do PT, e pretende assumir o governo daquele estado.

Mas as pessoas de bem, assim como desconfiaram dos propósitos do desarmamento forçado em 2005, ainda têm tempo para rejeitar mais essa manobra para concentrar poder - inclusive o de fogo -em Brasília. Ninguém deve se enganar com os lobos mansos. Terão mais facilidade de entender o que se passa os amantes do cinema que conhecem a obra-prima O garoto, de Charles Chaplin, em que o menino atirava pedras nas vidraças antes de seu protetor, Carlitos, oferecer serviços de vidraceiro. Ou seja, trata-se de criar uma necessidade, um clima, para se encaminhar uma falsa solução.


Nas recentes manifestações de rua, militantes foram pagos para atirar fogos contra a polícia e, com isso, provocar reações que pretendem enganar o cidadão menos avisado, induzindo-o a aceitar a falsa necessidade da desmilitarização daqueles que, se não podem evitar políticos mal intencionados, pelo menos tentam defender as pessoas dos marginais violentos. Em vez de acabar com as polícias militares, mais ajuizado será dar-lhes melhores condições de exercer seu papel.

sábado, 17 de maio de 2014

PORTE DE ARMA DE FOGO – AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA PARA INATIVOS

O Grupo Centauro recebeu:

Porto Alegre, 07 de Maio de 2014. 
MD 224/DSH/DS/14


                                    
                                Ao cumprimentar cordialmente V.Sª, solicito ampla divulgação de Lista de Psicólogos Credenciados para realizar avaliação psicológica para fins de porte de arma de fogo de MEs inativos, conforme lista em anexo.
JORGE OMAR LOPES DA SILVEIRA
Cel QOES - Diretor de Saúde

Lista de Psicólogos Credenciados para realizar avaliação psicológica para porte de arma de fogo de Militares Estaduais inativos, ordenados alfabeticamente por Cidade/Município.

BAGÉ
Adriana Brito dos Santos de Moraes CRP 07/07757
R. Barão do Triunfo, 1385/08, Centro (53) 3311-0439 (53) 9979-8201

Kenia Fagundes Caravaca CRP 07/07481
R. Bento Gonçalves, 31, Centro (53) 3311-1353 (53) 32428510 (55) 9961-3484

CACHOEIRINHA
Iara Solange Bravo CRP 07/05811 Av. Flores da Cunha, 1320/908, Centro (51) 3364-8200
(51) 9976-9145

CAPÃO DA CANOA
Soraya Maria Poitevin Pinto Bandinelli CRP 07/06823
Av. Paraguassu, 250/26, Centro (51) 9255-4480 (51) 9565-4480

CAXIAS DO SUL
Lenira Pavan CRP 07/12946
R. Borges de Medeiros, 553/601-602, Centro (54) 3027-4288 (54) 9118-6384

Sabrina Crocoli Longhi da Silva CRP 07/10457
Bento Gonçalves, 2302/602, Centro. (54) 3027-2272 (54) 8402-6647

GRAVATAÍ
Cristiani da Rosa CRP 07/10862
R. José Costa de Medeiros, 1852/101, Centro (51) 8183-8349

IJUÍ
Adriana Lucchese Miron CRP 07/09405
R. Sete de Setembro, 345/34, (55) 9163-6611

LAJEADO
Vera Lucia Fornari CRP 07/11771
R. Bento Gonçalves, 1016/708, Centro (51) 9959-3384

NOVO HAMBURGO
Ivete Inês Weschenfelder de Brida CRP 07/03352
R. Joaquim Nabuco, 1044/302, Centro (51) 3273-9313 (51) 9989-0791

OSÓRIO
Eulina Otilia Scholz Trocesski CRP 07/07274
Av. Jorge Dariva, 1153/65, Centro (51) 9967-7265 (51) 3061-5963

PASSO FUNDO
César Augusto Ribeiro de Oliveira CRP 07/13695
R. Bento Gonçalves, 190/509, Centro (54) 9981-6455 (54) 3045-6455

Claudia Karine Becchi CRP 07/10396
R. Coronel Pelegrini, 618, Cruzeiro (54) 3313-7295 (54) 9669-9494

Salete Quiroga Duarte Pavin CRP 07/6904
R. Teixeira Soares, 777/704 e 804, Centro (54) 3311-4426 (54) 9982-7890

PORTO ALEGRE
Alexander Junker CRP 07/15257
Av. Ijuí, 56/503, Petrópolis (51) 9935-3045

Alfredo Rone Prado Oliveira CRP 07/05201
Rua dos Andradas, 1137/1703, Centro (51) 3226-0994 (51) 9998-0356

Claudia Barela Coelho  CRP 07/07128
R. José de Alencar, 386/402, Menino Deus (51) 9696-6433

Cristina Armani Madeira CRP 07/07653
Av. Érico Veríssimo, 720/402, Menino Deus (51) 9141-1150

Eliane Fraga Maciel CRP:091661
Av. João Wallig, 217/203, Passo da Areia (51) 33615780 (51) 91147496

Fernanda Thones Mendes CRP 07/13782
Av. Iguaçu, 197/201, Petrópolis (51) 9292-3039 (51) 8218-2422

Luis Filipe Casa Nova Derivi CRP 07/15245
Av. Ijuí, 56/503, Petrópolis (51) 8136-9371

Mariane Bobsin CRP 07/16220
Av. Getúlio Vargas, 904/1006, Menino Deus (51) 8543-3661 (51) 9364-0524

Michele Taís Fornari Rocha CRP 07/16578
Av. Getúlio Vargas, 904/1006, Menino Deus (51) 8543-3566 (51) 8502-8467

Ubirajara Quintana Ribeiro CRP 07/08505
R. Uruguai 91/315 (51) 3243-1938 (51) 9326-5870

PELOTAS
Carmen Silvia Berdet Lopes Sarmiento CRP 07/07828
Padre Anchieta 2138/301 (53) 9981-4937 (53) 3227-0244

ROSÁRIO DO SUL
Solange Marostega CRP 07/11060
R. Amaro Souto, 1861, Centro (55) 3231-4058 (55) 9102-9939

SANTA CRUZ DO SUL
Maria Dolores Reckziegel Back CRP 07/05712
R. Sete de Setembro, 327/701, Centro  (51) 3717-2426 (51) 9971-4153

Raquel Schuck CRP 07/08397
R. Fernando Abott, 274/406, Centro (51) 9994-7477

SANTA MARIA
Adriana Quineroner Machado
R. Coronel Niederauer, 1560, Centro (55)99493409

Lauren Pires da Fonseca CRP 07/06858
R. Alberto Pasqualini, 111/604, Centro (55) 3217-5279 (55) 9101-1070 (55) 8131-6010

Renata De Marco Domingues CRP 07/15078
R.Luiz Antônio Maffini 25/1 (55) 9977-2447 (55) 3221-3701

SANTA ROSA
Angela Simone Lewkowicz CRP 07/07869
R. Minas Gerais, 55/204, Centro (55) 3512-2805 (55) 9607-0689

SANTANA DO LIVRAMENTO
Andrea Maria Salvador Chalitha CRP 07/15165
R. Thomaz Albornaz, 434/201, Centro (55) 3242-4244 (55) 9942-4214

SANTO ANGELO
Ana Clara de Moura CRP 07/10739
R. XV de Novembro, 1203/301, Centro (55) 8114-4370

SÃO BORJA
Fabiana Bichele Bonetti CRP 07/09309
R. Martinho Lutero, 1484, Pirahy (55) 9926-9147 (55) 3431-3345

SÃO LEOPOLDO
Karine Winter de Carvalho CRP 07/07366
Saldanha da Gama, 827/707, Centro (51) 9976-1466

Anelize Schneider Schilling CRP 07/03970
Av. João Correa, 991/701, Centro (51) 3590-1305 (51) 8523-4002

URUGUAIANA
Fernanda Ribas CRP 07/15281
R. Julio de Castilhos, 2760, Centro (55) 3411-2340 (55) 9669-5519

terça-feira, 6 de maio de 2014

CONVITE PARA PALESTRA – TÚLIO MILMAN

No próximo dia 22 de maio – quinta feira (mudamos para quinta) – às 20 horas, no Clube Farrapos, na tradicional reunião dos Centauros, receberemos, como palestrante, o Jornalista Túlio Milman.


Mini currículo do Jornalista Túlio Milman:

Apresentador do programa Mãos e Mentes, da TV Com, Comentarista da RBS TV e da Rádio Gaúcha. Titular do Informe especial do Jornal Zero Hora. Trabalhou com Política no início de carreira. Iniciou a trajetória jornalística como correspondente em Barcelona, na Espanha.

Túlio Milman formou-se em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS). Sua primeira reportagem publicada foi em um jornal da comunidade judaica, ao voltar de Israel, onde fez um intercâmbio aos 17 anos de idade. Em seguida, foi para Barcelona, na Espanha, fazer pós-graduação em Recursos Humanos na Escuela de Administración de Empresas. Lá, conseguiu um emprego de correspondente do jornal Correio do Povo (RS) nas Olimpíadas de 1992.

De volta ao Brasil, em 1993, foi  para a equipe de política do Correio do Povo. Três meses depois, mudou-se para o Jornal Zero Hora (RS). Em 1994, foi o primeiro comunicador da história da TVCom, emissora  do Grupo RBS.  Logo depois, passou a apresentar um programa só seu, o Estúdio 36, também na TVCom. Entre 1998 e 2012 foi apresentador do Teledomingo, programa de variedades da RBS TV. 

Após 14 anos, em julho de 2012, deixou o Teledomingo para se integrar à cobertura da RBS TV e TV Globo nos Jogos Olímpicos de Londres. Foi para a Inglaterra também como colunista do Jornal ZH. Voltou à telinha no final de outubro de 2012, novamente na TVCom, para apresentar o Mãos e Mentes, novo programa diário de entrevistas da emissora.

Entre as coberturas mais importantes que realizou, foi enviado especial de Zero Hora na guerra Peru-Equador e na invasão americana no Haiti e na implementação do acordo de paz entre Israel e Jordânia. Também realizou coberturas nos Estados Unidos, México, Uruguai, Europa e na Argentina. Para o Grupo RBS fez, ainda, a cobertura dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Reunião mensal do Grupo Centauro - abril de 2014

Professor Nique
Dia 10, quinta feira, no Clube Farrapos, no encontro mensal dos Centauros, o palestrante foi o Professor Doutor Walter Meucci Nique que com a sua experiência de Secretário de Estado, Professor de Universidades do Brasil e da França, brindou o significativo numero de oficiais da Carreira de Nível Superior presentes, por quase duas horas, com palestra de agradável conteúdo.
Oficiais da  carreira de Nível Superior

O Professor Nique começou mostrando a sua percepção de segurança pública no Brasil e no mundo – comentou sobre vários países da Europa e da América. Detalhou, um pouco mais, sobre a França onde morou por cinco anos.

Mostrou, didaticamente, o começo do desenvolvimento da sociedade através da  revolução Industrial que foi um marco no encontro de soluções através de um conjunto de mudanças que aconteceram na Europa nos séculos XVIII e XIX. A principal particularidade dessa revolução foi a substituição do trabalho artesanal pelo assalariado e com o uso das máquinas. Classificou, ainda, as três etapas da Revolução Industrial:

A Primeira etapa da Revolução Industrial

Entre 1760 a 1860, a Revolução Industrial ficou limitada, primeiramente, à Inglaterra. Houve o aparecimento de indústrias de tecidos de algodão, com o uso do tear mecânico. Nessa época o aprimoramento das máquinas a vapor contribuiu para a continuação da Revolução.

A Segunda Etapa da Revolução Industrial

A segunda etapa ocorreu no período de 1860 a 1900, ao contrário da primeira fase, países como Alemanha, França, Rússia e Itália também se industrializaram. O emprego do aço, a utilização da energia elétrica e dos combustíveis derivados do petróleo, a invenção do motor a explosão, da locomotiva a vapor e o desenvolvimento de produtos químicos foram as principais inovações desse período.

A Terceira Etapa da Revolução Industrial

Alguns historiadores têm considerado os avanços tecnológicos do século XX e XXI como a terceira etapa da Revolução Industrial. O computador, o fax, a engenharia genética, o celular seriam algumas das inovações dessa época.
Disse que a partir daí o homem intentou a incansável busca do conhecimento, em todos os campos, para facilitar, cada vez mais, a organização, o desenvolvimento e o bem estar da humanidade.
Discorreu sobre a realidade e o mundo virtual caracterizando-o  como o uso de diversas tecnologias digitais para criar a ilusão de uma realidade que não existe de verdade, fazendo a pessoa mergulhar em mundos criados por um computador. 
Enfatizou que após a revolução industrial e a incansável busca do conhecimento surgiu o avanço da tecnologia, apresentando a multidisciplinaridade e a pluralidade das decisões dificultando o domínio pelo homem, sendo necessária a criação das especialidades.
Salientou que a busca efetiva do conhecimento é uma construção solitária e depende de cada um e das suas vontades.
A seguir, discorreu sobre a necessidade do uso da motivação, da atualização e da valorização do grupo.
Coronel Pafiadache descrevendo o que é o Grupo Centauro
Após foi servido pelo Buffet Dona Laura o jantar de confraternização.



quarta-feira, 2 de abril de 2014

CONVITE PARA PALESTRA


No próximo dia 10 de abril – quinta feira (mudamos para quinta) – às 20 horas, no Clube Farrapos, na tradicional reunião dos Centauros, receberemos, como palestrante, o

Professor Doutor Walter Meucci Nique


Apresentamos um mini currículo do Professor. Possui graduação em Administração (1974), mestrado em Administração Universidad de Chile (1975) e Doutorado de Estado em Ciências da Administração - Université Pierre Mendès France – Grenoble – França (1982). É professor na Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul desde 1976. Foi Diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS (1986-1991) Secretário de Estado do Planejamento, da Administração e Secretário de Estado dos Assuntos Internacionais (1991-1994). Professor convidado da Université de Rennes, Université Pierre Mendès France, École Supérieure de Commerce de Troyes e Université Sorbonne Nouvelle (Paris 3). Tem experiência na área de Administração, com ênfase em Comportamento do Consumidor e Negócios Internacionais, atuando principalmente nas seguintes áreas de pesquisa: marketing, satisfação, consumidor, valores e comparação de culturas.

Concitamos os colegas da Carreira de Nível Superior para comparecerem e convidarem outros colegas.

Como sempre, ao final, trataremos de assuntos gerais de interesse da carreira de Nível Superior.









A polícia, o bem e o mal

  J. R. GUZZO*

REVISTA VEJA
01.04.2014

Pode ser uma coisa que muita gente acha desagradável ouvir, e por isso é melhor dizer logo, para não gastar o tempo do leitor com prosa sem recheio. E o seguinte: os brasileiros fariam um grande favor a si mesmos se tomassem a decisão de ficar, com o máximo de clareza e na frente de todo mundo, a favor da polícia. Isso mesmo: a favor da polícia, e da ideia de que cabe exclusivamente a ela, numa democracia que queira continuar viva, o direito de usar a força bruta  para manter a ordem, cumprir a lei e proteger o cidadão. Tem, também, a obrigação legal de fazer tudo isso. Algum  problema? É exatamente assim em todos os regimes democráticos. Eis aí, na verdade, uma afirmação evidente em si  mesma; pode ser entendida sem a menor dificuldade após um minuto de reflexão. Mas estamos no Brasil, e no Brasil o  que parece ser um círculo, por exemplo, é muitas vezes considerado um triângulo, ou um quadrado, ou qualquer outra  coisa que não seja o diabo do círculo. 

No momento, justamente, passamos por um desses surtos de tumulto mental. Segundo o entendimento de boa  parte daquilo que se considera o "Brasil pensante", "civilizado" ou "moderno", nosso grande problema não é o crime,  mas a polícia. Parece bem esquisito pensar uma coisa dessas, num país com mais de 50 000 assassinatos por ano e  índices de criminalidade que estão entre os piores do mundo. Onde esses pensadores estão vendo o problema de que tanto falam? Vai saber. Os verdadeiros mistérios desse mundo não são as coisas invisíveis, e sim as que se podem  ver  muito bem. No caso, o que se pode ver com a clareza do meio-dia é a fé automática de boas almas e mentes num  mandamento que ouvem desde crianças: o criminoso brasileiro é sempre "vítima das desigualdades sociais", e o policial  está errado, por princípio, quando usa a força contra ele. Seu dever, como agente do Estado, seria tratar os bandidos  como cidadãos que precisam de ajuda, para que tenham oportunidade de entender por que não deveriam matar, roubar,  estuprar e assim por diante. Será que esse jeito de pensar é alguma tara que nos sobrou do regime militar, quando polícia e liberdade eram coisas opostas? De novo: não se sabe. 

Praticamente todos os dias há exemplos claros desse curto-circuito geral na capacidade de separar o certo do errado. O cidadão é assaltado, brutalizado, ferido — e no dia seguinte lê, ouve ou vê mais uma reportagem denunciando  a polícia por algum erro, real ou imaginário. Ainda há pouco, o país teve oportunidade de testemunhar políticos,  intelectuais e "celebridades" em geral, com a colaboração maciça da mídia, colocando a polícia no banco dos réus por  reprimir bandos de marginais que vão para a rua decididos, treinados e equipados para destruir. Segundo essas excelentes cabeças, a polícia cria um "clima de violência" e de "provocação" que "força os ativistas" a se defenderem  "previamente". Para isso, veem-se obrigados a incendiar bancas de jornal, destruir carros, quebrar vitrines de loja e por  aí afora. Esse tipo de julgamento vai se tornando mais e mais aceitável no Brasil de hoje. Deve ser maior do que se  pensa o número de pessoas que não querem ter a tranquilidade de sua fé perturbada por fatos ou por conhecimentos:  além disso, cabeças em que não há ideias são sempre as mais resistentes a deixar alguma ideia entrar nelas. Quanto à  imprensa, rádio e TV, acreditem: o que mais gostam de fazer é falar as mesmas coisas, pois se sentem mais seguros  quando um repete o outro e todos atiram nos mesmos alvos. Alguém já viu, por exemplo, algum jornalista arrasando o  técnico do Olaria? 

Não há sete lados nesse debate. Só há dois, um que está a favor da lei e o outro que está contra — e aí o cidadão  precisa dizer qual dos dois ele realmente apoia. O primeiro é a polícia. O segundo é o que leva o crime para a rua. A  única pergunta relevante, num país que tem uma Constituição em vigor, é: de que lado você está? Não vale dizer  "depende", ou declarar-se a favor da ordem, desde que a tropa se comporte com altos níveis de civilidade, seja muito  bem-educada, fale inglês e não bata nunca em ninguém, nem cause nenhum incômodo físico a quem esteja jogando  coquetéis molotov na sua cara, ou sacando armas contra ela. A questão real é apoiar hoje a polícia brasileira que existe  hoje — não dá para chamar a polícia da Dinamarca, por exemplo, para substituir a nossa, ou tirar a PM da rua e só  chamá-la de volta daqui a alguns anos, quando estiver suficientemente treinada, preparada e capacitada a ser infalível.  É mais do que sabido que a polícia do Brasil tem todos os vícios registrados no dicionário, de A a Z. Mas, da mesma maneira como não é possível fechar todos os hospitais públicos que funcionam mal. e só reabri-los quando forem uma  maravilha, temos de conviver com a realidade que está aí. É indispensável transformá-la, mas não dá para exigir, já, uma corporação armada que precise ter virtudes superiores às nossas. 

A polícia, por piores que sejam as condutas individuais dos seus agentes e seus níveis de competência, é uma peça essencial para manter a democracia no Brasil e impedir a tirania daqueles que só admitem as próprias razões. É a polícia, na verdade, o que a população brasileira tem hoje de mais concreto na garantia de seus direitos. Alguém pode citar alguma força mais eficaz para impedir que o Congresso, o STF e o próprio Palácio do Planalto sejam invadidos, metidos a saque e incendiados? A PM está do lado do bem — goste-se ou não disso. No mundo das realidades, é ela a  principal defesa que o cidadão tem para proteger sua vida. sua integridade física, sua propriedade, sua liberdade de ir e  vir, o direito à palavra e tudo o mais que a lei lhe assegura. A autoridade policial já erra o suficiente quando falha ao cumprir quaisquer dessas tarefas. Não faz nexo criticá-la nas ocasiões em que acerta.

 Não serve a nenhum propósito útil, igualmente, dar conforto ao inimigo — o que nossa elite pensante, como dito anteriormente, faz o tempo todo. O inimigo não vai deixar de ser seu inimigo; você não ganhará sua admiração, nem será deixado em paz. É um desafio à lógica, neste sentido, achar que delinquentes teriam a licença de armar-se para assegurar seu direito de "legítima defesa" contra a repressão policial. A lei brasileira, com todas as letras, diz que só a polícia tem o direito de portar armas, e de utilizá-las no combate ao crime e na defesa do cidadão — salvo em casos excepcionais, que exigem licença específica. Dura lex sed lex. claro. Mas não é só uma questão legal. Trata-se de simples sensatez. No caso dos atos de protesto — qual o propósito de levar para a rua mochilas com bombas incendiárias, estiletes, barras de ferro e outros artefatos desenhados unicamente para machucar? Por que alguém precisaria de qualquer dessas coisas para expressar suas opiniões em praça pública? 

O Brasil vem se acostumando nos últimos anos à ideia doente de que mostrar simpatia diante da delinquência e hostilidade diante da polícia é uma questão de princípio — uma atitude socialmente avançada e politicamente progressista. Quem não pensa assim é visto como um homem das cavernas, extremista e inimigo da democracia. Mas é o contrário: opor-se ao crime e apoiar a polícia é ficar a favor da liberdade. Está na moda denunciar, com apoio da caixa de amplificação da imprensa, delitos como a "pregação do ódio", "apologia do crime" ou "incentivo ao racismo". Esse mesmo tribunal, entretanto, aplaude como uma forma superior de cultura popular os rappers que pregam abertamente, em suas músicas, o assassinato de policiais. Há alguma coisa muito errada nisso aí. Está na hora de deixar claro: é falso acusar çle "histeria" e outros pecados mortais quem não acredita, simplesmente, que no Brasil de hoje existe algum assaltante que rouba e mata porque está com fome ou tem de sustentar sua família; o que há é gente que quer satisfazer todos os seus desejos sem ter de trabalhar ou de respeitar o direito alheio. Em Cuba, regime-modelo para nosso governo, são chamados de sociopatas e enterrados na cadeia mais próxima, sem que a "sociedade" seja chamada a "debater" coisa nenhuma. 


Deus não precisou da ajuda dos brasileiros para criar o Brasil. Mas, como diria Santo Agostinho, só poderá nos salvar se tiver o nosso consentimento.

*José Roberto Guzzo, mais conhecido como J.R. Guzzo, é um jornalista brasileiro, diretor editorial do grupo EXAME e colunista das revistas EXAME e VEJA, integrando ainda o Conselho Editorial da Abril.